Friday, 16 October 2009

Um pouco sobre a porcelana alemã.

Mesa com serviço completo Meissen (foto Wikipedia).

Como todos sabem a porcelana nasceu na China. Mas na Europa seu berço foi a Alemanha.
Quando no século XV, as primeiras peças aportaram em Veneza, trazidas pelo aventureiro e navegador italiano Marco Polo como presente do imperador chinês, foi grande o excitamento na corte. Até então não se tinha conhecimento na Europa de um material com caracterásticas tão peculiares e especiais: duro, tanslúcido e com uma brancura brilhante. Esta preciosidade batizada por Marco Polo como ”porcellana, e que passou a ser chamada de ouro branco, logo se tornou o objeto de desejo de reis, rainhas e de toda a nobreza européia.

Não tardou para que se iniciasse uma corrida com o objetivo de tentar descobrir o segredo de produção da tal ”porcellana”. Os cientistas europeus da época (a maioria alquimistas) foram mobilizados por seus soberanos, com a ordem de produzir o mais rápido possível e a qualquer custo tal material. Mas isso se mostrou uma tarefa nada fácil. E após as primeiras tentativas frustradas, não restou às cortes européias senão a alternativa de adiquirir as peças da própria China, importando primeiro através de companhias de navegacäo comercial portuguesas, logo seguidas por companhias holandesas e inglesas, como a Companhia das Índias Orientais.

É bem verdade que entre 1575 e 1587 nas oficinas de Medici na Itália, desenvolveu-se um processo que produziu um material que imitava a porcelana chinesa. Mas a "porcelana Medici", como ficou conhecida, não era a verdadeira porcelana de “pasta dura” como tinha sido aprefeiçoada na China, mas uma aproximação, chamada de porcelana de pasta mole. E durante os próximos 100 anos não houve na Europa nenhuma tentativa significativa para se obter a verdadeira porcelana. A ordem do dia era importar.

Resumindo, no ano de 1700, Augusto o Forte, da Saxônia, que era um grande colecionador de peças de porcelana , hobby este que estava a lhe custar uma fortuna, tomou uma attitude drástica. Ele já tinha a trabalhar para si Ehrenfried von Tschirnhausen , na dificil tarefa de tentar reproduzir a verdadeira porcelana e decidiu trazer à força, para auxiliar von Tschirnhausen, o alquimista Johann Friedrich Böttger, que tinha perseguido em vão o mesmo objetivo, trabalhando para Frederico I da Prussia. Juntos, em um laboratório na cidade de Meissen, von Tschirnhausen e Böttger finalmente descobriram o segredo da produção do tão cobiçado ouro branco. Em 1708, foram produzidos os primeiros exemplares das peças em verdadeira porcelana. Em 1710 começou a produção em série numa fábrica em Meissen.

Este processo de produção denominado ”arcanum” era um dos mais importantes segredos industriais da época e tinha grande valor. Portanto fica fácil entender que os empregados da fábrica Meissen eram cortejados por outras cortes européias, que lhes ofereciam fortunas em troca do valioso processo.

A porcelana fabricada pela Meissen é até hoje uma das mais apreciadas e caras do mundo, e desde o início tinha como alvo a aristocracia. Mas outras regiões da Alemanha, como por exemplo a Bavária, também se especializaram na produção de porcelanas mais populares.

Para saber mais sobre a porcelana européia leia aqui.

Logotipos da Meissen (foto Wikipedia) os mais comums são aqueles com duas espadas cruzadas.


Peças da Meissen expostas em museu em Nova York.

Prato Meissen.

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